sábado, 30 de janeiro de 2010
Sinto falta mas não sei ao certo de quê. Deveria adormecer agora mas meus olhos insistem em ficar bem abertos, como se não quizessem adormecer, e, se isso acontecesse, deixariam de ver tudo o que poderiam ver nessas horas. Talvez seja medo. Medo de perder. Não dizem que os olhos são o espelho da alma? Minha alma tenta gritar mas não sai nenhum som. Ela está apavorada nesse momento, mas não há nenhuma outra que possa escutá-la. E ela se fecha, então. Ela tem saudade, tem falta. Já perdeu demais. E a cada dia que passa, ela tem um dia a menos. Um dia a menos para fazer tudo o que quer, tudo o que ela programa para o depois e nunca para o agora. Ela tem medo de que esse depois chegue e se torne um agora de faltas. Falta do que poderia ter sido feito e não foi. Falta dos sonhos que se perderam em sequências de adiantamentos. Falta de momentos que se passaram e não voltam mais. Falta de você. Falta de mim mesma. Falta de tudo. Falta de nada.
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