O barranco desabou na estrada onde seguíamos. Mais um barranco desabado. Mais um laço soterrado. Mas a vida é assim mesmo: laços são soterrados todos os dias, impedidos de seguir. Mas não se entristeça não, meu bem, pois se for verdadeiro é resgatado um dia. Mesmo com a terra cortando a pele e a areia arranhando os olhos. Alguns laços simplesmente continuam, inda que noutros rostos, noutros risos, noutros olhos, noutros tempos...
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Os dois ainda se perguntavam se um não iria abandonar o outro. Na verdade tudo não passava de frutos do desamor passado. É que o desamor também deixa frutos, daqueles amargos que só os que não se submetem a praticá-lo de volta provam. E fica essa cisma mesmo. Se o gosto vai voltar. Se vai ser tão amargo quanto da última vez... Mas o que as pessoas não sabem é que em todos há uma fonte doce que não seca. Seja nos olhos de mel, no toque de algodão doce, nas palavras com casquinha de chocolate que chegam até o ouvido... E não importa quantos potes de pimenta foram jogados nessa fonte, nem por quanto tempo ela se manteve amarga, ela sempre se adoça novamente. E também não sabem que, depois de terem provado o amargo, o doce fica tão doce que tem gosto de magia, de sonho, de pedaço de nuvem mais macio lá do céu.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
o eterno
E nada do que se pode tocar, nem nada do que se pode ver reflete eternidade. O que escorre para a eternidade é aquilo que temos e não conseguimos entender bem, aquilo que sentimos e não sabemos atribuir nome, aquilo que não podemos ver nem tocar, mas sentir em cada átomo do nosso corpo. É o subjetivo mundo próprio de cada pessoa. São os sentimentos confusos. É a liberdade, a paz, o amor, e quase mais nada.
Assinar:
Postagens (Atom)

