domingo, 28 de fevereiro de 2010



Por favor, alguém me ensina como descrever a felicidade?
É incrível como quando estou chateada, angustiada, me dá uma vontade quase que ivencível de escrever, de desabafar com um pedaço de papel. Para que como se a medida que eu fosse escrevendo, fosse aliviando um pouco a dor. Como se a medida que eu fosse escrevendo, fosse desacorrentando um pouco a alma. Isso é comum, porque na maioria dos dias me sinto assim e sinto essa necessidade de escrever e arrancar um pouco do peso que a alma carrega. Mas e em dias como hoje? E em dias em que a tristeza simplesmente desaparece e dá lugar à felicidade? É como se ser feliz já me ocupasse por inteiro e não sobrasse tempo algum e muito menos me aparecesse necessidade alguma de escrever sobre isso. Como se ser feliz me esgotasse todas as forças. Um sorriso basta. Ter você, mesmo que de longe, basta. É como se desaparecessem as incertezas e os problemas se transformassem de tempestades, em pequenos chuviscos, batendo e molhando a janela do meu quarto. E eu olho através dela. Vejo o céu, vejo a pequena chuva se derramando, vejo o vento balaçando as folhas das árvores e tudo, tudo me faz lembrar você.
O dono da minha felicidade. A pessoa que anulou minha ansiedade e minha angústia. Sei que preciso delas para me sentir mais próxima de mim mesma às vezes, mas, não consigo desperdiçar esses pequenos momentos por nada. Momentos que parecem como se os pedaços de um diamante que se encontravam estilhaçados ao chão se juntam novamente, e brilham. Brilham tão intensamente que afastam qualquer tempestade que possa levar o brilho deles pela correnteza, e tornam mais próximos os pequenos chuviscos; aqueles que apenas lavam e destacam ainda mais o brilho já existente no diamante. E é então o momento em que decido sair pela minha porta e ir sentir os pequenos chuviscos que molham tudo lá fora. Gosto quando ainda perto da porta, onde a chuva não atinge, do barulho de caminhar sobre as folhas secas.
E gosto mais ainda, quando estou debaixo dos pequenos chuviscos que derramam do céu. É como se dançando sob a chuva, resgatasse um pouco o brilho do diamante que existe em mim. O diamante que por momentos penso que já perdeu o seu brilho e qualquer luz que pudesse ter. Mas então é quando você aparece e traz o aparentemente perdido. O aparentemente perdido de que tanto preciso. E talvez por isso seja tão difícil descrever certos sentimentos, certos momentos e certas pessoas. Talvez porque ocupam todo o ser e a alma de nada mais necessite. É tão bom se sentir completo, sorrir com os olhos, com a alma e com o corpo todo. Sem precisar fingir e sem se preocupar se o sorriso estampado está bom o bastante para esconder o buraco lá de dentro. Buraco de onde sai o eco de quando a alma grita, mas que nesse momento está calma, feliz e ocupada demais para poder pensar nos pedaços que às vezes se estilhaçam ao chão.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Me lembro de alguns anos atrás, quando meus pais chegavam perto de mim e diziam: "Filha, você tem que comer isso. Faz falta pra você. Você está em fase de crescimento". Eu entendia o que eles estavam dizendo. Sabia - apesar de não comer - que comer certas coisas era necessário para que meu corpo crescesse forte e saudável. Mas isso era apenas uma ordem, um conselho, uma lição, ou um simples dito.
Se eu fizesse um resumo da minha vida em um ano, e no próximo ano fizesse outro, o segundo seria, com certeza, muito diferente. Mas tenho dia a dia me livrado disso. Faz algum tempo que tenho percebido um crescimento em mim. Determinado por outros tipos de alimentos. Um crescimento interno, de caráter. Como se estivessem se firmando meus gostos, minhas ideias e minhas opiniões. Como se cada decisão que eu tome, seja tomada por minhas opiniões que vêm se solidificando. E enquanto me solidifico em algumas coisas, deixo outras evaporarem. Coisas, que hoje percebo que não são precisas para tipo de crescimento algum. Deixo evaporar as decepções passadas, os sonhos interrompidos, as vontades frustradoras, as dores suicidas. Deixo evaporar tudo o que faça com que eu me sinta menor do que realmente sou. Sinto profundamente minhas mágoas - preciso delas para sentir a mim mesma -, mas sei bem o ponto de deixá-las evaporar também; antes que tudo se exploda e sobrem apenas cacos.
Tenho escolhido mais a qualidade do que a quantidade. Independente de que setor da minha vida - mas até que nesse sentido sempre fui assim. Quem me conhece, sabe: não sou de muitos amigos. Talvez pela minha timidez. Sou tímida pelo castigo e pela glória. Pelo castigo, ser tímida me priva de muitas coisas e me traz a necessidade de precisar me sentir segura para ser eu mesma. Pela glória, poder, talvez, me mostrar intensamente para as pessoas que merecem e têm paciência. Isso já afastou de mim pessoas que não me fariam bem algum, pessoas que talvez se aproximassem por algum tipo de interesse (e de falsidade já me fartei faz tempo!). Foram evaporadas da minha vida sem que eu fizesse esforço algum.
Talvez seja isso que chamam de adolescência: o caminho para poder escolher ser sim ou não e nunca talvez. Poder parar e refletir cada passo que você dá, em caminho ao seu destino, em caminho à você mesmo. É se entupir de opiniões, de extremos e de verdades - e ainda assim ter medo da verdade. É ir de corpo, alma e suspiros. É se dar por inteira e deixar evaporar os mais ou menos.
Há um dia atrás, comecei a expor algumas insatisfações minhas, que tenho de mim mesma. Reclamei de mim, quase tudo o que queria reclamar. Disse o que me deixa pra baixo e o que poderia mudar. Meu pai não hesitou: "CRIANÇA!". Talvez eu seja mesmo. (ainda carrego em mim a alegria de querer ser sempre feliz.)E eu - como qualquer pessoa -, tenho minhas insatisfações com o mundo e comigo mesma. Não me importo se querer realinhá-las para me sentir melhor pareça infantilidade. No entanto, me preocupo com os quebra-molas no caminho. Tem um lado de mim que nunca vai crescer: que sempre fará escolhas e decisões por impulso. E esse lado, pode fazer com que eu deixe ao longo da minha história, evaporar mais do que o necessário. Pode ser que ele faça com que eu torne sólido, algo que não deveria ser. Mas posso ter sorte também.

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Como dizia Clarice: "Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei."

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


Já faz algum tempo que uma parte de mim se desprendeu do mundo, das coisas e das pessoas. Talvez não tenham se desprendido totalmente, talvez estejam, ao contrário, muito mais ligadas à tudo isso, observando tudo, silenciosamente, de dentro de mim. Há algum tempo tenho vivido no meu interior, e percebi que: sentir nunca foi tarefa fácil pra mim. Sentir, pra mim, sempre foi algo muito complexo e muito profundo. Eu nunca precisei de muito para sorrir, mas também nunca precisei de muito para chorar. Joias, diamantes e carros adicionam, mas não completam. Nunca precisei disso para sorrir. Mas sentiria falta se não acordasse cedo para ver no céu - um pouco ainda escuro -, o sol surgir; se não admirasse as estrelas todas as noites enquanto o vento melódico das árvores toca minha face; se não tivesse momentos em que parasse e ficasse somente observando as pessoas, os animais, cada movimento, cada palavra; sentiria falta se não pudesse ouvir um eu te amo de pessoas especiais ou se não pudesse ver essas pessoas sorrindo ... Isso sim me faz bem. Isso sim me faz sorrir; com o corpo e com a alma. Quanto ao que pode me arrancar lágrimas, não cito: tapas, tropeços e arranhões exteriores, cito palavras. Palavras parecem simples - e são -, mas o simples sempre me atingiu intensamente, e com as palavras não poderia ser diferente. Elas conseguem ir fundo, em lugares dentro de mim que até no momento desconhecia a existência. Agora sim, cito: tapas, tropeços e arranhões interiores. Já sofri várias decepções, pequenas às vezes, e nem por isso menos intensas. Já me entreguei muitas vezes à lembranças - não boas - que por motivos desconhecidos fiz questão de guardar. Já desconfiei em amor à distância e incrívelmente foi pelo qual eu mais sofri - e ainda sofro. Já deixei de fazer coisas que queria muito, pela pior corrente inimiga que me acompanha: medo/insegurança. Já depositei planos e sonhos grandes demais em cima de pessoas que convivo e em cima de mim mesma; e talvez, por ter esperado tanto - porque sonho muito, muito mesmo! - as coisas não tenham parecido tão boas quanto realmente foram. Já passei noites em claro me agoniando, inquieta e chorando por alguém. Já fui derrubada muitas vezes e prometi a mim mesma levantar mais forte. Mas quando levantei, a realidade foi outra: eu estava a mesma menina frágil e sonhadora de sempre. Apesar da vontade, às vezes, de ser dura e fria, sou dona de um coração mole, que mesmo estando mais forte após cada decepção, está sempre disposto a sorrir, a amar e a sonhar novamente. E pelo que conheço de mim hoje, sinto que vai ser sempre assim...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

- Fragmentos de Filmes -

"Comprovei que tudo que já foi escrito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: "as buscas terminam com o encontro dos apaixonados". Que idéia maravilhosa!! Pessoalmente, eu nunca passei por nada parecido com isso. Mas estou convencida de que Shakespeare já. Suponho que penso no amor mais do que deveria; me admira o grande poder do amor em alterar e definir as nossas vidas. Shakespeare também disse que o amor é cego. Isso sei que é verdade. Para alguns, sem explicação, o amor se apaga. Para outros o amor se vai.. ou brota quando menos se espera, mesmo que seja só por uma noite.No entanto, existe outro tipo de amor. O mais cruel... aquele que quase mata suas vitimas. Chama-se "amor não correspondido". E nesse tipo, sou experiente. A maioria das histórias de amor falam das pessoas que se amam mutuamente. Mas, o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aqueles que se apaixonam sozinhos? Somos vitimas de uma relação unilateral. Somos os amaldiçoados dos amantes, somos os não amados. Os mortos vivos, os deficientes sem estacionamento reservado..." O Amor Não Tira Férias

“Eu sei como é se sentir extremamente pequena e insignificante e como isso dói em lugares que você nem sabia que tinha em você. E não importa quantos cortes de cabelo você faça, quantas vezes vá a academia ou quantas garrafas você toma com suas amigas, você continua indo pra cama todas as noites... repassando todos os detalhes e se perguntando o que fez de errado ou como pôde ter entendido errado... ou como por aquele momento pensou que era feliz. Até se convence que um dia ele irá se arrepender e virá bater na sua porta…e depois de tudo, ainda que essa situação tenha durado muito tempo, você vai para um lugar novo e conhece pessoas que te fazem sentir útil de novo... e vai recompondo sua alma, pedaço a pedaço... e toda aquela confusão, os anos desperdiçados da sua vida começam a desaparecer...” O Amor Não Tira Férias

"A gente procura um analista em busca de definições. E depois de quase 3 anos juntos você descobre, que não há definição. Vida é falta de definição. É transitória mesmo. Agora eu entendi. Não tem a portinha certa. Não tem o mapa da mina. O mapa muda toda hora. A mina pode explodir a qualquer hora e qualquer lugar. Não é assim? Acho que eu vou te dar alta! Porque eu nunca vou estar pronta. Tudo que eu preciso é conviver bem com meu desalinho, com minha inconstância e com as surpresas que a vida traz. Ah, por falar em surpresas, estou adorando os quadros que estou fazendo. Tá sendo uma terapia pra mim. De resto Lopes, a vida continua. O sol continua manchando a minha pele, meus filhos continuam me dando trabalho. Mel Gibson? Continua firme e forte na minha imaginação. Tá rindo? É sinal que a minha vida tem graça. Porque agora eu sei, se eu tive problema um dia, não foi por falta de felicidade, não foi mesmo!" Divã

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Quem sabe um dia suas palavras não me afetem mais. Mas enquanto elas insistirem em arranhar minha alma, escreverei. Há coisas que não desejaria ouvir, mas, além de ouvi-las, minha alma ainda insiste em gravá-las aqui dentro. Porque ela sente como se tivesse sido atingida por uma flecha bem no meio do peito e escrevendo, é como se amenizasse um pouco a dor dessa ferida. Quem sabe um dia suas palavras não sejam mais capazes de me ferir a alma; ou quem sabe um dia, minh'alma não suporte mais feridas, e escrever não tape mais buraco nenhum; e escrever não amenize mais dor nenhuma.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010


Hey dad look at me
Think back and talk to me
Did I grow up according to the plan?
And do you think I'm wasting my time doing things I wanna do?
But it hurts when you disapprove all along

And now I try hard to make it
I just wanna make you proud
I'm never gonna be good enough for you
I can't pretend that
I'm alright
And you can't change me

'Cause we lost it all
Nothing lasts forever
I'm sorry
I can't be perfect
Now it's just too late
And we can't go back
I'm sorry
I can't be perfect

Nothing's gonna change the things that you said
Nothing's gonna make this
right again
Please don't turn your back
I can't believe it's hard
Just to talk to you
But you don't understand ...♪

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