E em dias como esse que deveriam ser de esperanças e alegrias. Me perco. E são nesses momentos, perdida, que me encontro. Um pouco confuso, mas encontro um outro lado de mim mesma. Sensações estranhas que vêm sabe-se lá de que parte de mim. Minha alma? Encontra-se tampada por uma nuvem escura que ameaça chover. Ela tenta vencer. Ela está tentando gritar e respirar; mas, há alguma coisa, sem nome, sem cheiro e sem cor, que a deixa muda e que rouba todo seu ar. Nesse instante, gritar é inútil. Tentar respirar, é sinal de frustração. Não é tempo de nuvens escuras aparecerem. O que esta significa, então? Eu costumo me fazer muitas perguntas em dias como esse. Pergunto, e espero as respostas. Mas elas... elas nunca vêm. Espera inútil, mas precisa. A minha esperança? Encontra-se em equilíbrio; num fio fino de uma corda desgastada. E por menor que seja, ela sustenta minhas partes. Sustenta a mim mesma. Em dias como esse, ela ameaça se desequilibrar. Em dias como esse, a chuva ameaça cair sobre minha alma, sobre mim. Tempestade que se forma, que tenta me desequilibrar, me derrubar... molhe minha pele, mas por favor, não destrua minha alma.
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