Ela já havia se acostumado com a sua imaginação, desde o dia em que ele se foi. A sua imaginação estava sendo, talvez, a sua maior companheira naqueles meses. Todos os dias e em todos os momentos ela a pertubava e a levava até ele. As palavras e o jeito dele eram sempre os mesmos, porque eram moldados em lembranças. A imaginação dela ainda não era boa o bastante para descobrir se ele tinha mudado e em quê. Talvez ela não pensasse nele, mas em alguém que um dia, de certa forma, esteve com ela. Talvez ela não se imaginasse com ele, mas com alguém que um dia ela pode sentir em cada milímetro do seu ser. Por alguns dias, sua imaginação a dava um certo descanço; por outros, tomava conta dela sem pedido de licença qualquer. A dominava, a possuía... Não que isso seja uma coisa ruim: ela nunca tivera problemas visíveis com o fato de imaginar em demasia, mas, já fazia um certo tempo que sua imaginação, incompreensívelmente, não pensava em nada mais além dele. E a ausência dele, transparente na alma, refletia em cada segundo de sua imaginação, em cada segundo de seu pensamento. E o fato de não o ter mais doía, doía... Ela fechava os olhos com força e os apertava mais forte ainda, enquanto encravava suas unhas na própria pele, tentando fazer com que a dor de seu corpo tornasse desprezível a dor que se espalhava na sua alma. Tudo em vão. A dor amenizava e depois... retornava. Quem dera ela saber que ele, um dia, também retornaria... Ela se sentia pequena, capaz de escolher até mesmo a morte ao fato de conviver com essa sensação atormentante e frustrante que é saber que ele está em algum lugar e aceitar que, inutilmente, não há nada de que ela possa sequer pensar em fazer.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Fico me perguntando se a vida na terra não seria uma forma de escola, de preparamento... para que quando a nós couber a eternidade, já sabermos o valor das coisas porque um dia já as havíamos perdido e descoberto seu valor após a perda. E na eternidade, então, caberá a essas coisas seus devidos valores. Porque talvez, se hoje agimos como se fossemos ter tudo para sempre,
na eternidade, além da certeza do 'para sempre', não haverá 'para sempre' que nos acomode; e agiremos como se fossemos perder tudo no seguinte piscar de olhos.
na eternidade, além da certeza do 'para sempre', não haverá 'para sempre' que nos acomode; e agiremos como se fossemos perder tudo no seguinte piscar de olhos.
domingo, 18 de abril de 2010
Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada. Demora naquilo que você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio.
Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém.
Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.
Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir.
Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.
Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém.
Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.
Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir.
Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.
(Pe. Fábio de Melo)
sábado, 17 de abril de 2010
Aqui e sinto como se pertencesse a outro lugar.
Um lugar distante, presente na imaginação apenas.
Não pertenço a aqui, não pertenço à lá.
Pertenço a um mundo. Mas não um mundo qualquer.
Pertenço ao meu mundo.
E nele crio e recrio, e uso o coração como diretor de criação.
No meu mundo não há ideais frustrados, mas meus sonhos em ação.
Se no meu mundo eu caio, depois eu levanto e sigo em frente...
Mal me levanto e o vento já pode me atingir.
E de repente me surpreendo: meus pés já não atingem mais o chão.
E pelo vento eu vou... Viajo pelo meu mundo...
Nele o tempo é infinito. Nele o amor é sempre verdadeiro.
Nele a doçura brilha dos olhos e reflete em qualquer gota ou grão.
O vento me traz de volta. Mas ainda sei que não pertenço à aqui.
Pertenço ao céu: feita de pedacinhos de estrelas e de luz.
Pertenço ao infinito: respiro eternidade a cada segundo.
Pertenço aos meus sonhos - ainda que me escapam entre os dedos como o ar que me circula.
Mas ainda assim tem uma parte de mim que grita de um lugar distante, desconhecido, sem nome.
Sou dividida entre o meu eu partido, o meu eu sonhado e o meu eu vivido.
Entre meus lugares e meus eus, me belisca a pele uma leve angustia.
Pois sei que ao meu mundo pertenço e sei também que sou.
Mas meu mundo não tem nome, nem eu.
O infinito e a alma escapam de qualquer descrição.
Um lugar distante, presente na imaginação apenas.
Não pertenço a aqui, não pertenço à lá.
Pertenço a um mundo. Mas não um mundo qualquer.
Pertenço ao meu mundo.
E nele crio e recrio, e uso o coração como diretor de criação.
No meu mundo não há ideais frustrados, mas meus sonhos em ação.
Se no meu mundo eu caio, depois eu levanto e sigo em frente...
Mal me levanto e o vento já pode me atingir.
E de repente me surpreendo: meus pés já não atingem mais o chão.
E pelo vento eu vou... Viajo pelo meu mundo...
Nele o tempo é infinito. Nele o amor é sempre verdadeiro.
Nele a doçura brilha dos olhos e reflete em qualquer gota ou grão.
O vento me traz de volta. Mas ainda sei que não pertenço à aqui.
Pertenço ao céu: feita de pedacinhos de estrelas e de luz.
Pertenço ao infinito: respiro eternidade a cada segundo.
Pertenço aos meus sonhos - ainda que me escapam entre os dedos como o ar que me circula.
Mas ainda assim tem uma parte de mim que grita de um lugar distante, desconhecido, sem nome.
Sou dividida entre o meu eu partido, o meu eu sonhado e o meu eu vivido.
Entre meus lugares e meus eus, me belisca a pele uma leve angustia.
Pois sei que ao meu mundo pertenço e sei também que sou.
Mas meu mundo não tem nome, nem eu.
O infinito e a alma escapam de qualquer descrição.
domingo, 11 de abril de 2010

E eu abria os olhos e voltava, confiante, esperando o suficiente que nunca chegava.
Tudo sendo escrito e eu fingindo não saber ler. É que eu queria mesmo acreditar. Eu ia de encontro a realidade. Sempre permitia uma nova chance e no final era apunhalada pelas costas. A história muda, mas o final sempre me persegue. Nunca quis muito além do sincero brilho nos olhos, do sincero sorriso nos lábios e de um abraço sincero que fosse capaz de me levar a outra dimensão.
E eu acreditava que era assim, mas hoje vejo que não. Não mais. Eu fui capaz da segunda, da terceira, da quarta e de quantas chances fossem necessárias atrás da tão esperada felicidade. Mas na primeira curva, começava a chover, e a tempestade sempre era mais forte. Para mais uma chance preciso do brilho dos seus olhos, do seu sorriso e do seu abraço; preciso de você "aqui" bem junto de mim. Mas acho que você não pode compreender minhas palavras.
quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sonhei que eu abria um potinho e dele saiam todas as palavras de que precisava. Algumas se uniam e, juntas, expressavam perfeitamente o que sinto por você. Diziam o quanto te amo e o quanto você representa. Outras se uniam e formavam o mais belo texto de agradecimento. Agradeciam por cada fralda trocada, por cada voltinha de bicicleta, por cada segundo que você passou insistindo com que eu aprendesse o alfabeto ou a tabuada, por cada olhar que silenciosamente dizia: -"Eu estou aqui por você", por cada gota de suor, por cada abraço, cada beijo, cada sorriso. Agradeciam por tudo isso e muito, muito mais. Outras palavras, saíam incansávelmente em busca de outras para que juntas, pudessem dizer o quanto você é importante, especial e essencial na minha vida. Agradeciam por ter me dado a vida e por cada minuto que você se esqueceu da sua para se lembrar da minha, ou melhor, para se lembrar da sua mesmo, porque talvez, por momentos, você sentisse como se eu fosse a sua vida. O pote ia se esvaziando e as palavras, cada vez mais frases formando. As que restaram, eram o resto, mas não menos importantes. Diziam, então: -"Eu te amo, pai, por completo. Amo teus defeitos e tuas qualidades. Amo teus braços que tantas vezes me serviram de abrigo; tuas mãos, que sempre se esforçaram para me guiar; também -- sabe quando você me olha e sorri daquele jeito que só você sabe fazer? quando você solta uma gargalhada de leve e seus olhos até se fecham? me faz esquecer tudo, tudo! qualquer mágoa, qualquer dor. -- amo te ver sorrir; ah, como eu amo te amar." :) Pronto! Lá se foram as palavras... Ah, queridas palavras, esvaziaram um pote inteiro tentando o amor explicar. Mas, na ilusão de explicá-lo, se esqueceram de que o amor não se pode explicar. Que o amor nasce, cresce e permite apenas que o sintamos, nada mais. Nem mesmo uma infinidade de potinhos de palavras descreveriam o que sinto por você, o que você representa e o quanto sou grata à ti.
*
Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você
Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito
Me desespero em procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nenhum segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você.
*
Parabéns pela vida, pai! Que venham muitos e muitos anos, cheios de abraços, lágrimas e sorrisos. Que venham muitos e muitos anos repletos de paz, saúde e amor. E que nunca nos esqueçamos que há uma força maior que nos guia sempre: Deus! E não se esqueça de que dores e dificuldades fazem parte da vida e a torna humana; mas, que a esperança e a fé são necessárias para torná-la feliz. ♥
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