sábado, 9 de janeiro de 2010

E suas mudanças de comportamento vêm me matando aos poucos. Nesse instante, queria poder ter uma máscara que encubrisse meu rosto. Uma maquiagem boa o bastante para poder tapar minha dor. E o único que me resta é o meu sorriso. Um pouco superficial, mas bom o bastante para disfarçar que tudo está indo mal. Que isso não se torne um sofrimento visível e futuramente debochado. Porque eles nunca irão entender. Você também não. Todos somos contraditórios; mas você, você é contraditório demais. E erra, por não perceber que toda essa sua contradição faz alguém sofrer. Que toda essa sua contradição faz uma estrela perder sua luz todas as noites em que se sente despedaçada. É como se você apagasse a luz dela, depois reaçendesse e depois apagasse novamente; e sempre, sempre assim. É como se você a despedaçasse, depois juntasse seus pedaços e depois... a despedaçasse novamente. Esses tombos constantes não fazem bem. Eles impedem que qualquer ferida se feche realmente. E eu, eu estou cheia de feridas. Não me interrompa mais. Não me despedace mais. Não volte mais. Desapareça logo! Eu sei que essa estrela vai recuperar sua luz. Vai juntar seus pedaços por uma última vez. E dessa vez... dessa vez será por conta própria. Mas antes, antes ela precisa aprender viver sem um pedaço dela.
E então, quando esse pedaço não fizer mais falta, ela vai partir... como uma estrela cadente pelo céu; para um lugar onde ela consiga brilhar, inteira, e, realmente bem. Sem precisar fingir, sem precisar sorrir simplesmente por sorrir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

.