terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ontem resolvi mandar um email para uma pessoa que já foi muito especial.
Talvez ainda seja, mas aconteceram muitas coisas que contribuiram bastante para que eu a considerasse totalmente o contrário. Mas isso não vem ao caso agora... Me veio uma vontade do nada, e eu escrevi, escrevi tudo o que estava entalado aqui dentro - ou quase tudo porque eu acredito que o tudo nunca é dito. E quando terminei e enviei, vi que tinham dez emails dessa mesma pessoa, falando de saudades e dizendo que não era para mim assustar se chegassem várias, porque, era só uma forma de me chamar a atenção pois eu tinha que ler aquilo. É como se houvesse o ódio e o amor, mas o ódio sempre desaparecesse... É incrível minha capacidade de perdoar esse tipo de pessoa; e, mais incrível ainda, é como há coincidências... As palavras dela, descreviam de certa forma, o que eu sentia, o que eu pensava. E sempre, sempre foi assim. Destino? Talvez. Mas destino somente não basta, nunca bastou... e nós, nós sempre soubemos muito bem disso.
E Deus, sabe aquelas respostas que eu queria? Aquelas respostas para todas as minhas dúvidas, para todas as minhas incertezas... Quero mais não. Descobri que preciso dessas dúvidas. E que essas respostas, respostas para tudo, deixariam tudo tão vago, tão vazio e tão sem sentido de ser buscado, compreendido e sentido. Por quê? Não quero saber o porquê, obrigada.

sábado, 9 de janeiro de 2010

E suas mudanças de comportamento vêm me matando aos poucos. Nesse instante, queria poder ter uma máscara que encubrisse meu rosto. Uma maquiagem boa o bastante para poder tapar minha dor. E o único que me resta é o meu sorriso. Um pouco superficial, mas bom o bastante para disfarçar que tudo está indo mal. Que isso não se torne um sofrimento visível e futuramente debochado. Porque eles nunca irão entender. Você também não. Todos somos contraditórios; mas você, você é contraditório demais. E erra, por não perceber que toda essa sua contradição faz alguém sofrer. Que toda essa sua contradição faz uma estrela perder sua luz todas as noites em que se sente despedaçada. É como se você apagasse a luz dela, depois reaçendesse e depois apagasse novamente; e sempre, sempre assim. É como se você a despedaçasse, depois juntasse seus pedaços e depois... a despedaçasse novamente. Esses tombos constantes não fazem bem. Eles impedem que qualquer ferida se feche realmente. E eu, eu estou cheia de feridas. Não me interrompa mais. Não me despedace mais. Não volte mais. Desapareça logo! Eu sei que essa estrela vai recuperar sua luz. Vai juntar seus pedaços por uma última vez. E dessa vez... dessa vez será por conta própria. Mas antes, antes ela precisa aprender viver sem um pedaço dela.
E então, quando esse pedaço não fizer mais falta, ela vai partir... como uma estrela cadente pelo céu; para um lugar onde ela consiga brilhar, inteira, e, realmente bem. Sem precisar fingir, sem precisar sorrir simplesmente por sorrir.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sozinha? Não fico sozinha. Eu fico com a doçura dos meus sonhos. Com a ansiedade dos meus medos. Com o arrependimento do não feito. Eu fico com meus intemperantes pensamentos e meus loucos desejos. Eu fico com a saudade que algema a minha alma. Fico com minhas dúvidas e minhas frustrações. Com minhas recaídas e meus recomeços infinitos. Fico com minha gota de esperança.
É que às vezes, eu sou demais para mim mesma. Às vezes, não preciso de mais nada, nem de mais ninguém. Às vezes, eu, com toda minha instância e meu vazio, me basto.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

E em dias como esse que deveriam ser de esperanças e alegrias. Me perco. E são nesses momentos, perdida, que me encontro. Um pouco confuso, mas encontro um outro lado de mim mesma. Sensações estranhas que vêm sabe-se lá de que parte de mim. Minha alma? Encontra-se tampada por uma nuvem escura que ameaça chover. Ela tenta vencer. Ela está tentando gritar e respirar; mas, há alguma coisa, sem nome, sem cheiro e sem cor, que a deixa muda e que rouba todo seu ar. Nesse instante, gritar é inútil. Tentar respirar, é sinal de frustração. Não é tempo de nuvens escuras aparecerem. O que esta significa, então? Eu costumo me fazer muitas perguntas em dias como esse. Pergunto, e espero as respostas. Mas elas... elas nunca vêm. Espera inútil, mas precisa. A minha esperança? Encontra-se em equilíbrio; num fio fino de uma corda desgastada. E por menor que seja, ela sustenta minhas partes. Sustenta a mim mesma. Em dias como esse, ela ameaça se desequilibrar. Em dias como esse, a chuva ameaça cair sobre minha alma, sobre mim. Tempestade que se forma, que tenta me desequilibrar, me derrubar... molhe minha pele, mas por favor, não destrua minha alma.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Uma casa simples; escondida em meio às árvores. Árvores, que sopravam os ventos. Ventos, que batiam nos rostos e embaraçavam os cabelos. Cabelos, de quem um dia passou alí, viveu alí. Alí, onde foram deixados planos, momentos e sonhos. Sonhos, frustrados, deixados para trás, em uma casa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O segredo está em não desistir. Eu não desisto, por mais que me forçam a isso. Já deixei de acreditar em quase tudo que um dia me fizeram acreditar, mas, há algo que persiste em minhas crenças: o final feliz. É por ele que não desisto de tudo. A morte é o caminho mais fácil mesmo não parecendo ser. Eu não desisto, porque quero ser mais forte que tudo que possa me derrubar. Eu quero que tudo valha à pena. Eu quero viver.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Eu vejo essas palavras. É tudo tão normal, tão igual. Não que eramos diferentes, e talvez eramos mesmo. Mas é que era único, especial, tão intenso. Um normal diferente. Um natural duente. Era tão simples e tão complexo. Tão perseptível, mas tão indecifrável. Não vejo descrições que chegam aos pés desse sentimento único. Talvez porque não haja descrição. Talvez porque não haja forma de dizer, ou até mesmo de tentar resumir o tamanho desse amor que um dia, tão surpreendentemente, nasceu em nós. Era distante e tão presente. Um amor que veio na distância, numa brincadeira; e que se tornou tão real, tão perto de mim, bem aqui dentro. Se tornou a minha melhor e mais linda realidade. A minha mais bela verdade. Haviam desentendimentos às vezes, às vezes te achava tão diferente, tão inalcançável. Mas era só vê-lo de novo, que podia te sentir e sentir que o amor ainda estava lá, nos unindo, apesar de toda a distância e de todas as brigas. Porque tinhamos o mais importante além de tudo isso... o amor. Você era tudo o que eu precisava e que estava disposta lutar com todas minhas forças até conseguir ter de verdade. Nossos caminhos foram cruzados de uma forma sem igual. Tudo era
perfeito no seu mais belo imperfeito. Até que um dia, você se deixou levar pelo medo. Se perdeu de mim. E hoje estou aqui, mais um dia, mais um dia se passou e eu aqui, sem ti. Quanta falta me faz sua luz, suas palavras. Quanta falta me faz você. Ninguém nunca irá entender. Ninguém nunca irá me fazer sentir como você me fez. Eu lutava contra minha próprias emoções, para não parecer uma tola. Hoje, tento lutar contra minhas lágrimas, que insistem em cair. Hoje, só me restam as saudades, as lembranças que você deixou guardadas em mim. Mas elas irão embora, tudo irá embora... tudo irá terminar, mais cedo ou mais tarde. Eu só queria não ter que aceitar que você também tinha que ir. Eu teria forças para lutar contra tudo, e superar tudo; menos lutar contra esse vazio que hoje há em mim. Que se chama saudade. Saudade de alguém que se foi. Saudade da única coisa que me fez realmente sentir viva, sentir meu coração pulsando forte tão magicamente. Saudade da única coisa que não suportaria ver partir. Saudade. Saudade de você.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

É tão forte que tenho medo de perder isto.
Não é não conseguir, é não querer.
É medo de perder algo que um dia já fez tão bem,
que um dia já trouxe tanta alegria e tanta luz; mas, que hoje não é mais
tão saudável, que hoje não brilha tanto mais.
O tempo já provou que é capaz de ajudar, e, de aos poucos amenizar tudo isso.
Mas a questão é não querer me livrar disso, é sentir como se houvesse um imã que
me prendesse a esse sentimento, a esse passado, a você. Como se não quizesse me desprender dessa luz...
So, why do we like to hurt so much?
Foi só ver uma recordação sua, que, pela primeira vez senti um nó entalado na minha garganta;
e junto dele, vieram lágrimas. Lágrimas passageiras que trouxeram-me a dor. A dor de não lhe ter mais comigo. Mesmo que tenha sido tudo ilusão. Mesmo que você tenha sido ilusão. Não encontro maneiras de entender que acabou e que não lhe tenho e nunca mais lhe terei comigo.
Nunca menti quando me referia aos meus sentimentos por você. Era tão forte e tão intenso, exatamente como coloquei naquelas palavras. E talvez iria muito além delas. Lhe dei meu coração e minha alma. Estava disposta a lhe entregar tudo o que podia, pois acreditava na magia de um amor que talvez nunca tenha existido. Tudo isso porque não sabia que além de forte e intenso esse sentimento também era destruidor. E ele foi me ganhando aos poucos, desde o primeiro instante que lhe conheci. Você me fazia bem, me fazia feliz, não
suportava mais ser hipnotizada por teus olhos e atraida por teus lábios. Você me completava por inteiro. Era como um sol que brilhava no meu mundo após qualquer tempestade. Eu que não sabia que você era a maior tempestade. Não entendo o que aconteceu, não entendo o que fui
capaz de sentir, não entendo porque você se foi e ainda existe essa dor aqui dentro por não lhe ter. Talvez seja saudade dos nossos momentos felizes, saudade do bem que a sua luz me fazia; saudade dos meus sorrisos ao te ver; saudade dos meus sonhos, que era como se você advinhasse e tornasse todos eles reais. Não entendo e nunca irei entender o porquê do seu medo de lutar por isso. O seu medo de acreditar que tudo seria impossível pela
distância. Pela primeira vez na vida me sentia capaz de lutar pelo que queria, lutar por alguém; e fui contrariada pelo seu medo. Tanto amor vencido pelo medo. Tantas brigas, mas no
fundo uma coisa em comum... o amor que sentíamos um pelo outro. Me frustra saber que ele não foi capaz nem disso. Continuarei vivendo. Lembrando de você em cada raio de sol que me atingir; em cada estrela que no céu brilhar; em cada eclipse que mostre que o dia e a noite, em raros momentos, podem ser felizes juntos; em cada olhar; em cada sorriso... Lhe guardarei sempre comigo. Mesmo que tenha sido ilusão. Foi o único que me fez sentir tão especial, o único que
despertou esse sentimento, de tamanha intensidade, aqui, dentro de mim.
Tudo isto só aumenta a minha certeza de que a vida é uma aventura incerta, perigosa e completamente sem sentido. Ah, se eu não tivesse essa vontade de remexer nas dores. Mas é tudo tão afiador, meu Deus. Será que o tempo irá realmente curar isto? Será que irá realmente transformar tudo isto em lembranças, escritas estas, na areia da praia, e levadas por águas calmas e serenas para um lugar tão distante, que não voltarão jamais, para aos poucos me matarem e me afogarem em um rio de dúvidas, nas quais as respostas jamais terei?

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