quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os dois ainda se perguntavam se um não iria abandonar o outro. Na verdade tudo não passava de frutos do desamor passado. É que o desamor também deixa frutos, daqueles amargos que só os que não se submetem a praticá-lo de volta provam. E fica essa cisma mesmo. Se o gosto vai voltar. Se vai ser tão amargo quanto da última vez... Mas o que as pessoas não sabem é que em todos há uma fonte doce que não seca. Seja nos olhos de mel, no toque de algodão doce, nas palavras com casquinha de chocolate que chegam até o ouvido... E não importa quantos potes de pimenta foram jogados nessa fonte, nem por quanto tempo ela se manteve amarga, ela sempre se adoça novamente. E também não sabem que, depois de terem provado o amargo, o doce fica tão doce que tem gosto de magia, de sonho, de pedaço de nuvem mais macio lá do céu.

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