sexta-feira, 17 de junho de 2011


(...) E pensava nas milhares de palavras pronunciadas e perdidas no ar. Ou nos milhares de outros pensamentos que dançavam dentro da cabeça, faziam brilhar os olhos e depois, sem porque, sem querer, eram perdidos. Ah! se existisse alguma forma de prender aqueles fragmentos, alguma forma de acorrentar aqueles pensamentos até pelo menos a hora de gravá-los num lugar qualquer, mas aquelas palavras foram feitas para atiçar a imaginação, brilhar os olhos, esquentar o peito e voar. Eram fragmentos da alma, da liberdade sonhada, do infinito particular que existe em cada um de nós. E então voavam como voam os pássaros, como voam os anjos, como voa a pluma branca pela brisa lenta que circula o ar e depois cai, toca o chão duro da realidade, e só.

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