Você simplesmente não pode exigir que uma pessoa lhe ame verdadeira e intensamente sem que você também se dedique a ela da mesma maneira. Se você soltar algum amigo ou algum amor, ele vira folha e o vento o leva para longe, tão longe que talvez nem seja mais alcançado. Não devemos confundir aquela história de que temos de deixar o que amamos livre e, caso volte, é nosso, caso contrário, nunca foi. Não podemos algemar as pessoas que amamos, não podemos ajustá-las ao jeito que mais nos agrada nem mesmo impedi-las de seguirem seu caminho, mas são sempre dois humanos e um laço. Dois humanos naturalmente passíveis de cometer erros e destinados ao esquecimento, e entre eles, um laço que os livrará desse esquecimento, e entre eles, um laço que, como flor, deve sempre ser regado, adubado, e podado algumas vezes para que mesmo com o tempo e as modificações do mesmo, continue belo de se ver e agradável de se sentir. Tem gente que vai admirar a flor sempre, mas se esquece de adubá-la. Não se surpreenda se numa dessas visitas a encontrar morta. Não é porque ela não era sua. Ela era sua, mas você a deixou voar.

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